O fazendeiro vai até o pé de manga e fica revoltado por não ter manga alguma. “Como pode aquilo ser um pé de manga sem manga?”.
Após alguns meses de reclamação, começam a surgir pequenas mangas. As pequenas mangas servem de combustível para aflorar a raiva do fazendeiro que já havia esquecido daquela árvore. “É um absurdo nunca dar fruta e, quando dar, dar uma porcaria desse tamanho!”.
O fazendeiro reparou que a manga ia crescendo a cada dia, despertando sua fúria a cada vez que ela ficava maior. “De que adianta essa droga ficar grande se o sabor continua horrível?”.
Quando a manga ficou madura, ele acalmou-se. “Foi bem desgastante, mas, pelo menos, agora está comível!”.
No ano seguinte, a cena irá se repetir, pois o fazendeiro não compreendeu que cada um tem seu tempo de amadurecimento.
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