10.11.19

PALAVRAS INCANDESCENTES

Das profundezas das trevas, ecoa uma fagulha solitária por minha orelha e um leve lampejo ocorre em meu cérebro. É uma luz mínima, mas passa gerando uma pequena claridade por toda a cabeça. Após um leve tempo, ela se extingue, deixando com que todo o cérebro volte para as profundezas.

Num próximo momento, ecoa uma dezena de fagulhas. Utilizando a orelha como porta de entrada, elas se espalham por todo o cérebro, levando a luz por um breve momento e iluminando toda a região. Depois, o brilho todo se esvai.

Na terceira vez, milhares de fagulhas entram desesperadas pela orelha, se chocam por todo o cérebro e criam um show pirotécnico. Mas, dessa vez, as fagulhas não se esvaem, ao contrário, se sustentam.

Depois de muita insistência, as palavras conseguiram iluminar uma alma.

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