É cômodo enxergar a si mesmo como um ser perfeito, infalível, e julgar os outros como meros aprendizes das infinitas particularidades da vida. Pois, promover-se a um nível divino significa não ter necessidade de mudar, afinal, um Deus já é perfeito.
Sendo assim, a conveniência de perceber-se indefectível faz com que, ao ocorrer um erro, não seja possível atribuir a falha a si mesmo, restando imputar sua autoria a outros. Ao transferir a culpabilidade a terceiros, conforta-se no alto da própria arrogância.
Ao invés de buscar culpados nos entornos, deve-se buscar dentro de si mesmo. O engrandecimento do ser ocorre somente quando a culpa é assumida e desperta-se o desejo de corrigi-la.
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