29.4.19

RAPOSAS DE FÉ



Uma hiena percebe que é época de migração de raposas e faz tocaia em um desfiladeiro.

Poucas horas depois dela se esconder, surge a primeira vítima com sua filha. A raposa sabe que não tem chance alguma com aquela grande hiena e decide entrar em combate só para que sua cria consiga escapar, mesmo que isso lhe custe a vida. E custou.

No dia seguinte, mais uma raposa e sua filha. Olhando de longe, a raposa pensa que a hiena é pequena e parte para o ataque confiante da vitória. Apesar da raposa ser igual à anterior, sua velocidade está bem maior, seus músculos bem mais rígidos, seu olhar bem mais compenetrado, tudo porque ela sabe que ganhará o embate, mas, ao chegar perto, se assusta com o tamanho da hiena e vacila em seus pensamentos e movimentos. Mais outra vida se vai.

Após alguns dias, uma nova raposa e sua filha aparecem em cena. Essa raposa sabe que não tem como vencer a luta, pois é muito inferior, mas decide orar com fervor, como sempre fizera, e pede vitória no combate para que possa criar sua filha da melhor maneira possível. A luta é concluída com a vitória da raposa.

A primeira raposa não teve a fé em si mesma e perdeu a luta. A segunda raposa teve fé em si mesma, mas, quando sua fé vacilou, ela perdeu (e sempre vacila quando é em um ser falível). A terceira raposa, inicialmente, não tinha fé em si mesma, mas tinha fé em um ser infalível e perfeito que a protege. Assim, ela sabia que o ser proveria o necessário para que ela saísse vitoriosa, restabelecendo a fé em si mesma.

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