O Sol, com a tamanha beleza, ofusca toda minha visão,
É por causa dele que consigo enxergar todo meu caminho ao chão.
Nos momentos em que ele não está presente, o escuro paira sobre o ar,
E isso muito me entristece, porque não tenho o que admirar.
O Vento, com seu barulho, bate direto em meu coração,
Árvores dançam e jogam folhas brincando com minha emoção.
Quando não se observa com cautela, mais parece um chiado,
Mas quando se é bem atento, é mais doce que um miado.
A Natureza, com todo seu esplendor, me faz querer senti-la,
De tão magnífica que é, quero revirá-la de ponta cabeça e despi-la.
Passar meus dedos abertos em todas suas possíveis formas,
De um jeito informal e gostoso, sem regras ou normas.
A Água, com sais especiais, me faz ter energia,
Me incita a tantas coisas que parece até magia.
Vejo meu reflexo no mais belo rio que já fora desenhado,
Recosto-o em meus lábios e fico por um bom tempo calado.
Meu Sol, é estar próximo de uma pessoa que me ajude a crescer,
Não há vergonha alguma, em cada dia, renascer.
Meu Vento, é apreciar a mais pura voz de amor já proferida,
Aquele que é capaz de cicatrizar qualquer ferida.
Minha Natureza, é o mais belo corpo já feito,
Podem dizer de tudo, para mim é só perfeito.
Minha Água, são os mais confortantes lábios à minha espera,
Que quando encostados aos meus, produz a mais bela quimera.

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