Ao passo que algumas pessoas se sentem à vontade independentemente do local que estejam, a sensação de não se sentir confortável em certos ambientes paira sobre outras
pessoas durante todo o tempo.
A sensação de conforto e bem estar é relativa aonde nos sentimos protegidos, nos sentimos
bem, nos sentimos queridos, nos sentimos livres. Mas qual a diferença entre as
pessoas que sempre se sentem à vontade e pessoas que sempre estão incomodadas
com algo?
Pessoas tendem a interpretar objetos materiais como pontos de equilíbrio. Algumas
definem o quarto como seu porto seguro, outras se apoiam em toda a casa para
estabelecer sua linha de segurança, outras definem objetos menores como
provedor de bem estar, como celulares, computadores, ursinhos. Isso nos faz ver
que a felicidade dessas pessoas acaba por estar atrelada à objetos ou lugares.
Algumas pessoas acabam por transferir para outras este sentimento de confiança, como
filho com mãe, irmãos, casais... Isso acaba causando uma dependência entre
pessoas: uma somente será feliz com a presença da outra. Às vezes a dependência
acaba por ser mútua e prende as duas partes por um tempo indeterminado, que
tentam se manter juntas mesmo que estejam em uma relação tóxica.
Quando esses dois tipos de pessoas (dependentes de materiais ou dependentes de
terceiros) são separadas de seus respectivos pontos de apoio, surge o mal estar
que só vai passar quando a proximidade é reestabelecida. A felicidade e o bem
estar acaba por estar condicionado à eventos incontroláveis.
Existe, porém, um outro tipo de apoio, o apoio interno. Pessoas que fazem de seu
próprio coração seu próprio lar. Essas acabam por não condicionarem seu bem
estar a ninguém ou nada, somente a si mesmo. Pessoas assim parecem únicas, pois
não importa a situação, sempre estão bem internamente. Moradores de rua, não
raramente, conseguem se sentir confortáveis sem que tenham nada ao passo que
pessoas bem de vida se sentem vazias. Isso porque umas são dependentes de coisas
materiais e outras são livres para serem feliz.
O importante da manutenção da felicidade é não condicionar ela a nada, mas sim
entender que ela é interna e somente dentro do próprio coração é que mora a
felicidade.

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