A caridade é conhecida, vulgarmente, como dar
coisas. Não, a caridade é muito mais do que jogar algo sobre alguém e dizer “agora
é seu”.
A caridade material (ou de bens) deve ser
algo que vem de dentro. Não significa pegar migalhas e jogar nos rostos de
pessoas que precisam, significa simpatizar com a dor de outros e tentar amenizá-las
com o que estiver a seu alcance. Assim como a execução é algo que deve vir do
exterior do indivíduo (a necessidade do próximo e não o excesso do indivíduo),
o objetivo deve ser também exterior a quem a executa. Não se deve ser caridoso
para que proveitos sejam obtidos (como satisfazer o próprio orgulho e a
superioridade material ao divulgar o bem que fez), o objetivo de ser somente
melhorar a situação do próximo.
Existe a caridade material, que é a mais
difundida, mas existe também uma outra caridade, uma que não envolve bens: a
caridade moral.
Existem muito métodos para se fazer caridade
moral. Dar ouvido a uma pessoa que não tem com quem conversar, para que a ajude
a acalmar seus pensamentos e lhe fazer a companhia que tanta falta é sentida.
Sentir um desprezo de um terceiro e o tratar como alguém querido, ou, até
mesmo, amá-lo e entender que o sentimento sentido por ele existe pelo fato dele
ser imperfeito e não saber lidar com isso. Aconselhar as pessoas que estão
perdidas, nunca tentando fazê-las seguir suas ordens, mas as ajudando a se
compreender e a buscar sua felicidade e evolução.
Sendo assim, a caridade moral, não requer que
bens materiais sejam retirados de quem a executa, mas requer que algo muito
maior seja desprendido da pessoa: a arrogância e o egoísmo.
É extremamente difícil para uma pessoa se
desprender dessa personalidade negativa para se executar a caridade moral e,
diferente da caridade material, essa não pode ser fingida perante os outros. E
é por isso que a maior parte das pessoas demonstram fazer a caridade material e
não a moral, na primeira elas conseguem enganar os que aqui estão e na segunda
outra não.


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