30.11.16

A Caridade

   A caridade é conhecida, vulgarmente, como dar coisas. Não, a caridade é muito mais do que jogar algo sobre alguém e dizer “agora é seu”.

   A caridade material (ou de bens) deve ser algo que vem de dentro. Não significa pegar migalhas e jogar nos rostos de pessoas que precisam, significa simpatizar com a dor de outros e tentar amenizá-las com o que estiver a seu alcance. Assim como a execução é algo que deve vir do exterior do indivíduo (a necessidade do próximo e não o excesso do indivíduo), o objetivo deve ser também exterior a quem a executa. Não se deve ser caridoso para que proveitos sejam obtidos (como satisfazer o próprio orgulho e a superioridade material ao divulgar o bem que fez), o objetivo de ser somente melhorar a situação do próximo.

   Existe a caridade material, que é a mais difundida, mas existe também uma outra caridade, uma que não envolve bens: a caridade moral.

   Existem muito métodos para se fazer caridade moral. Dar ouvido a uma pessoa que não tem com quem conversar, para que a ajude a acalmar seus pensamentos e lhe fazer a companhia que tanta falta é sentida. Sentir um desprezo de um terceiro e o tratar como alguém querido, ou, até mesmo, amá-lo e entender que o sentimento sentido por ele existe pelo fato dele ser imperfeito e não saber lidar com isso. Aconselhar as pessoas que estão perdidas, nunca tentando fazê-las seguir suas ordens, mas as ajudando a se compreender e a buscar sua felicidade e evolução.

   Sendo assim, a caridade moral, não requer que bens materiais sejam retirados de quem a executa, mas requer que algo muito maior seja desprendido da pessoa: a arrogância e o egoísmo.

   É extremamente difícil para uma pessoa se desprender dessa personalidade negativa para se executar a caridade moral e, diferente da caridade material, essa não pode ser fingida perante os outros. E é por isso que a maior parte das pessoas demonstram fazer a caridade material e não a moral, na primeira elas conseguem enganar os que aqui estão e na segunda outra não.

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