Um pai de família que passou todo o ano longe de boa parte de seus familiares: “Natal é época de ficar com a família, não nos vemos já faz bastante tempo e o reencontro aquece nossos corações.”. Mas, e uma filha dele que é casada? Ficaria ela com ele e o marido com seus pais, ou ficariam os dois juntos por serem uma família ou um sairia da família para ir para outra família?
Um trabalhador esforçado que se dedicou durante todo o ano: “Natal é época de comprar tudo o que quer, pois temos mais dinheiro e comprar satisfaz nossas necessidades materiais.”. Comprar televisão, roupas, futilidades e outras coisas.
Um jovem que se sacrificou durante todo o ano: “Natal é época de se passear e curtir, relaxar e aproveitar o tempo para não fazer nada.”. Somente descansar para estar inteiro quando precisar começar novamente seu sacrifício, esperando novamente por mais um natal.
Afinal, quem está certo e quem está certo?
Muitas das famílias que se reúnem, têm brigas internas e alguns membros não conseguem conviver em paz, ficam sempre se atacando. Ao passo que pessoas que não fazem parte da mesma família consanguínea são apaixonadas entre si e gostariam de poder ficar mais tempo juntas.
Tudo o que compramos gera uma felicidade material, que com o passar do tempo se esvai, assim como o uso do objeto comprado. A compra inicialmente gera muita felicidade, mas logo perde poder e passa a ser mais uma compra dentre tantas.
A vida pode parecer comprida, mas se pensar em tudo que poderia ser feito, ela é extremamente curta. Nunca poderemos, em uma vida, ser astronauta, médico, estro de televisão, jogador profissional... mas mesmo assim, achamos que a vida é longa o suficiente para desperdiçar descansando em excesso. Existe um esforço físico que nosso corpo aguenta, quando ele é atingido, cumprimos nossa meta, quando não chegamos nem perto de atingi-lo, falhamos.
Mas então, todos estão errados?
A família consanguínea tem seus problemas, mas a família de afinidade não. Temos afinidade em pessoas com princípios e objetivos similares aos nossos. O tempo perto de nossa família de afinidade se esvai rápido, pois fazemos um uso tão extremo dele que não sobra tempo algum para se ficar parado.
Podemos, para tudo que compramos, dar um uso coletivo. Comprar uma televisão e deixar em casa gera uma felicidade baixa e prolongada, comprar um bolo e compartilhar com alguém gera uma felicidade alta e curta, compartilhar um momento com alguém gera uma felicidade extrema e prolongada. Por que não, então, comprar bens e compartilhar momentos inesquecíveis? Podemos usar nossos recursos financeiros para ficarmos felizes e deixar aqueles que gostamos felizes juntos.
Ficar na rotina faz com que paramos de aprender coisas novas e necessitamos, sempre, de um aprimoramento mental. Nosso momento de descanso é o momento ideal para sair da rotina e fazer algo diferente, algo que gostamos ou que estamos descobrindo. Ao mesmo tempo que descansamos fisicamente de nossas tarefas rotineiras, estamos nos esforçando em novas coisas, o que acaba por não gerar desgaste.
E o que aprendemos com isso?
Família não é definida pelo DNA que nos compõe, é algo maior. É o que nos define como pessoas, nosso caráter. Família são pessoas idênticas quando observadas ao coração de um tolo. Família é um grupo de pessoa que se ama incondicionalmente como um egoísta ama a si mesmo.
Quando utilizamos bens para nosso uso temos uma felicidade menor do que quando compartilhamos esses bens, mais ainda quando damos menos importância para o bem e mais importância para o momento.
Não fazer nada significa não gerar alegria ou felicidade. Ficar em estado estático não gera evolução no conhecimento externos ou internos à pessoa. O ato de não fazer nada é um desperdício de tempo que poderíamos estar utilizando para que nos tornemos melhores.
Então, busque proximidade dos que são iguais, compartilhe, e faça acontecer.
Desejo um natal no qual você seja a estrela e ilumine tudo a sua volta.
24.12.16
11.12.16
O Cultivo do Bem
Existe uma impaciência por parte das pessoas nas ações que são executadas todos os dias, os resultados as vezes podem demorar meses ou anos, mas todos querem uma resposta de imediato. Isso causa uma descrença na lei de plantio e colheita.
Muitas vezes, ações são feitas visando o bem do próximo e um destaque para quem as executam. Isso não é algo saudável para o interior da pessoa que executa a ação, pois internamente é uma inflação de ego. Também não é saudável para a vida da pessoa, pois ela espera receber alguma premiação por ter feito a boa ação. O fato é que a recompensa por alguma coisa feita demora tempo suficiente para que tudo que tenha sido feito seja destruído, se não for cultivado.
Nesse momento que acontece a diferença entre quem faz por mérito e quem faz porque se importa com os outros. Quem faz por mérito próprio, não tem perspectiva de futuro da ação e o que começou a ser cultivado no momento da ação será perdido por falta de cuidados. Já, a pessoa que se importa com os outros, sempre dará uma assistência para o necessitado.
Após um tempo, o que se importou com os outros terá cultivado corretamente essa ação e a fará florescer. Assim como qualquer outra bela ação que ele faça parte. Isso fará com que ele seja reconhecido por várias partes por ser uma pessoa de tal caráter.
Agora, uma pessoa que somente faz a boa ação por mérito, não chegará a sua conclusão e não receberá os méritos por ela. Isso vai deixá-la com sentimentos negativos, pois na cabeça dela foi executada uma boa ação e não foi retornada uma boa ação. Quando na verdade ela está errada, voltou uma ação equiparada à realizada por ela, uma ação vazia de significado. Isso vai fazer com que não haja uma correlação (na cabeça da pessoa), entre a boa ação realizada e a felicidade recebida no futuro.
Sendo assim, é uma batalha muito dura plantar o bem e cultivá-lo pelo tempo necessário, pois pode existir esse questionamento baseado na impaciência das pessoas.
O conselho é, lute e persista. Mesmo que venham coisas ruins dos bons atos executados, um dia eles irão florir e voltarão.
30.11.16
A Caridade
A caridade é conhecida, vulgarmente, como dar
coisas. Não, a caridade é muito mais do que jogar algo sobre alguém e dizer “agora
é seu”.
A caridade material (ou de bens) deve ser
algo que vem de dentro. Não significa pegar migalhas e jogar nos rostos de
pessoas que precisam, significa simpatizar com a dor de outros e tentar amenizá-las
com o que estiver a seu alcance. Assim como a execução é algo que deve vir do
exterior do indivíduo (a necessidade do próximo e não o excesso do indivíduo),
o objetivo deve ser também exterior a quem a executa. Não se deve ser caridoso
para que proveitos sejam obtidos (como satisfazer o próprio orgulho e a
superioridade material ao divulgar o bem que fez), o objetivo de ser somente
melhorar a situação do próximo.
Existe a caridade material, que é a mais
difundida, mas existe também uma outra caridade, uma que não envolve bens: a
caridade moral.
Existem muito métodos para se fazer caridade
moral. Dar ouvido a uma pessoa que não tem com quem conversar, para que a ajude
a acalmar seus pensamentos e lhe fazer a companhia que tanta falta é sentida.
Sentir um desprezo de um terceiro e o tratar como alguém querido, ou, até
mesmo, amá-lo e entender que o sentimento sentido por ele existe pelo fato dele
ser imperfeito e não saber lidar com isso. Aconselhar as pessoas que estão
perdidas, nunca tentando fazê-las seguir suas ordens, mas as ajudando a se
compreender e a buscar sua felicidade e evolução.
Sendo assim, a caridade moral, não requer que
bens materiais sejam retirados de quem a executa, mas requer que algo muito
maior seja desprendido da pessoa: a arrogância e o egoísmo.
É extremamente difícil para uma pessoa se
desprender dessa personalidade negativa para se executar a caridade moral e,
diferente da caridade material, essa não pode ser fingida perante os outros. E
é por isso que a maior parte das pessoas demonstram fazer a caridade material e
não a moral, na primeira elas conseguem enganar os que aqui estão e na segunda
outra não.


23.11.16
A Pacificidade
Existe uma grande diferença de lutar pelo que é certo e se desgastar pelo que é em vão. Infelizmente não conseguimos, sempre, avaliar corretamente e mesmo quando conseguimos decidimos por seguir por um caminho errado.
Não existe nada de errado em se lutar pelo que deseja, em se desbravar o mundo para saciar a própria vontade (contanto que não interfira na liberdade do próximo), em correr atrás, lutar, planejar, se dedicar. Isto é um dom admirável que somente poucos têm.
Em uma linha tênue com isso temos o desgaste por algo descartável. Uma coisa é se fazer ouvir com o intuito de evoluir ou colocar algo em prática, outra coisa é se fazer ouvir com o intuito de se provar certo para satisfazer a própria arrogância.
Discussões e conversas que colocam egos como objetivo tendem a somente desgastar a relação entre os envolvidos e corroborar para uma personalidade negativa de ambos. Discussões, essas, que, em sua maioria, têm como objetivo quem é o superior e o inferior. Mas qual a real importância entre ser o superior e o inferior?
Normalmente, é somente uma necessidade de ego para o que se sente como superior. Mas o ponto persiste, qual a real importância entre ser o superior e o inferior? Para o inferior, pode ser uma derrota, se provando, de fato, como inferior. Ele pode perder a discussão por força do superior, por ter piores argumentos, por desistir. E disso ele sai como o derrotado e talvez humilhado.
Mas existe um outro caminho: por que entrar nessa discussão?
De tantas preocupações, a necessidade de ego de um terceiro deveria não estar em nosso pensamento. O que deve ser feito, então, é se declarar como o inferior e seguir a vida. Isso faz bem para todas as partes: não incita tanto o ego do superior; preserva o estado sem desgaste do inferior. E superior e inferior viram somente uma classificação na cabeça do superior, pois quem observa de fora sabe de fato os papéis de cada um.
Assim, o que se exaltou é humilhado e o que se humilhou é exaltado.
Não existe nada de errado em se lutar pelo que deseja, em se desbravar o mundo para saciar a própria vontade (contanto que não interfira na liberdade do próximo), em correr atrás, lutar, planejar, se dedicar. Isto é um dom admirável que somente poucos têm.
Em uma linha tênue com isso temos o desgaste por algo descartável. Uma coisa é se fazer ouvir com o intuito de evoluir ou colocar algo em prática, outra coisa é se fazer ouvir com o intuito de se provar certo para satisfazer a própria arrogância.
Discussões e conversas que colocam egos como objetivo tendem a somente desgastar a relação entre os envolvidos e corroborar para uma personalidade negativa de ambos. Discussões, essas, que, em sua maioria, têm como objetivo quem é o superior e o inferior. Mas qual a real importância entre ser o superior e o inferior?
Normalmente, é somente uma necessidade de ego para o que se sente como superior. Mas o ponto persiste, qual a real importância entre ser o superior e o inferior? Para o inferior, pode ser uma derrota, se provando, de fato, como inferior. Ele pode perder a discussão por força do superior, por ter piores argumentos, por desistir. E disso ele sai como o derrotado e talvez humilhado.
Mas existe um outro caminho: por que entrar nessa discussão?
De tantas preocupações, a necessidade de ego de um terceiro deveria não estar em nosso pensamento. O que deve ser feito, então, é se declarar como o inferior e seguir a vida. Isso faz bem para todas as partes: não incita tanto o ego do superior; preserva o estado sem desgaste do inferior. E superior e inferior viram somente uma classificação na cabeça do superior, pois quem observa de fora sabe de fato os papéis de cada um.
Assim, o que se exaltou é humilhado e o que se humilhou é exaltado.
20.11.16
Intensidade de Sentimentos Positivos
Muitos eventos acontecem no nosso dia a dia e normalmente não tiramos o máximo de proveito deles, sempre nos policiamos para não usarmos nossas emoções de maneira demasiada e nos encantar, ou as vezes até somos indiferentes nos fatos ocorridos a nossa volta.
Uma pessoa, ao caminhar pela rua, pode passar por um maravilhoso jardim e nem se quer dar conta dele, foi um objeto não aproveitado. Uma outra pessoa pode passar pelo mesmo jardim e admirar sua beleza e sentir seu perfume, aproveitando-o. Uma terceira pessoa pode, no mesmo jardim, se imaginar dentro dele, fazer histórias com as flores mais belas, sentir o balançar das folhas e até guardar em sua memória para aproveitar no resto do dia, aproveitando ao máximo a oportunidade que lhe fora dada.
A intensidade de sentimentos positivos é uma ferramenta que pode melhorar a vivência das pessoas que sabem utilizá-la. Não somente isso, mas pode também diminuir a incidências de sentimentos negativos.
Por experiência própria, já sofri a perda de alguém que muito eu amava. O instinto básico que eu tinha era de chorar, lamentar, me fechar, entristecer... mas aprendi uma lição: “sim, é um fato triste essa perda, mas valeu a pena? Você se arrepende em algum momento de ter tido uma história com ela? Existem lembranças boas? Então por que ao invés de somente ficar triste, você não fica grato por ter vivenciado essa experiência maravilhosa? ”.
E essa lição, muito me ensinou a lidar com a perda e com sentimentos negativos. Percebi que sempre que cultivamos sentimentos bons dentro de nós, podemos colhê-los a qualquer momento para nos confortar. Não só isso, mas quanto mais puro for os sentimentos bons que cultivamos, mais intensos eles serão.
Sabendo que os sentimentos positivos podem curar qualquer dor, não faz sentido evitar algumas coisas com medo de se machucar, pois se for feito tudo com o coração e com as melhores intenções sempre haverá bons sentimentos para confortar qualquer dor.
“Que seja infinito enquanto dure. ” – Machado de Assis

Uma pessoa, ao caminhar pela rua, pode passar por um maravilhoso jardim e nem se quer dar conta dele, foi um objeto não aproveitado. Uma outra pessoa pode passar pelo mesmo jardim e admirar sua beleza e sentir seu perfume, aproveitando-o. Uma terceira pessoa pode, no mesmo jardim, se imaginar dentro dele, fazer histórias com as flores mais belas, sentir o balançar das folhas e até guardar em sua memória para aproveitar no resto do dia, aproveitando ao máximo a oportunidade que lhe fora dada.
A intensidade de sentimentos positivos é uma ferramenta que pode melhorar a vivência das pessoas que sabem utilizá-la. Não somente isso, mas pode também diminuir a incidências de sentimentos negativos.
Por experiência própria, já sofri a perda de alguém que muito eu amava. O instinto básico que eu tinha era de chorar, lamentar, me fechar, entristecer... mas aprendi uma lição: “sim, é um fato triste essa perda, mas valeu a pena? Você se arrepende em algum momento de ter tido uma história com ela? Existem lembranças boas? Então por que ao invés de somente ficar triste, você não fica grato por ter vivenciado essa experiência maravilhosa? ”.
E essa lição, muito me ensinou a lidar com a perda e com sentimentos negativos. Percebi que sempre que cultivamos sentimentos bons dentro de nós, podemos colhê-los a qualquer momento para nos confortar. Não só isso, mas quanto mais puro for os sentimentos bons que cultivamos, mais intensos eles serão.
Sabendo que os sentimentos positivos podem curar qualquer dor, não faz sentido evitar algumas coisas com medo de se machucar, pois se for feito tudo com o coração e com as melhores intenções sempre haverá bons sentimentos para confortar qualquer dor.
“Que seja infinito enquanto dure. ” – Machado de Assis

16.11.16
Procrastinação na evolução
A cada dia terminado, devemos olhar para trás e nos questionar “nesse dia eu consegui me tornar uma pessoa melhor? ”e “existe algo que deixou de ser melhorado? ”.
A primeira pergunta é respondida pelas nossas respostas ao ambiente à nossa volta, análise de convivência com outras pessoas e entendimento de nossos sentimentos. Isso é fácil de se responder pelo fato de serem ações ativas, basta relembrar o dia e ir analisando fato a fato. A resposta dessa pergunta é importante para que tenhamos uma base de como estamos progredindo em cada característica nossa.
Uma simples revisão do dia faz com que descubramos se estamos evoluindo ou se estamos estacionários em nossas metas como pessoa ou mesmo em nossas metas de vida. O problema é quando decidimos procrastinar algum ponto de melhoria e tentamos evitá-los durante nossos dias.
Saber se acontece esse abandono inconsciente é mais complicado pelo fato de serem ações com muito mais passividade. Pelo fato de se evitar o assunto, não existe uma atitude ou um fato que se possa relembrar e estudar se realmente está certo ou devemos corrigir.
Os métodos utilizados para essa fuga de nossa própria evolução são: desinteresse por algo que sempre almejamos ou sempre nos fez bem; e ocupação de tempo por atividades diversas e inúteis à nossa evolução. Ou seja, ocorre a transmissão de algo que sempre nos faz bem para algo que nada nos acrescenta.
O motivo de ocorrer a procrastinação é o medo de se ter de enfrentar algo que já se fracassou anteriormente e ainda hoje nos deixa uma cicatriz. O esquecimento inconsciente do que nos incomodas somado à nova atenção demandada por atividades diversas nos faz postergar o sofrimento e nossa evolução requerida. Mesmo de maneira consciente, escolhemos jogar essa dor para frente, para que assim nos preparemos para lidar com ela no futuro. Mas não, não é assim que funciona.
A dor vai sempre estar lá, atrapalhando a vida pouco a pouco. A escolha de jogar para o futuro e procrastinar é similar a ideia de pegar um empréstimo, no qual devemos pagar juros sempre e no final devolvemos o montante necessário. Ou seja, a dor requerida para a superação será da mesma intensidade nos dois casos, mas quando se procrastina existem várias dores ao longo do tempo como um fator extra de se estar esquivando dos afazeres.
Quanto mais rápido for descoberto o que se está evitando por dor e mais rápido buscar essa superação, menor será o sofrimento.
A primeira pergunta é respondida pelas nossas respostas ao ambiente à nossa volta, análise de convivência com outras pessoas e entendimento de nossos sentimentos. Isso é fácil de se responder pelo fato de serem ações ativas, basta relembrar o dia e ir analisando fato a fato. A resposta dessa pergunta é importante para que tenhamos uma base de como estamos progredindo em cada característica nossa.
Uma simples revisão do dia faz com que descubramos se estamos evoluindo ou se estamos estacionários em nossas metas como pessoa ou mesmo em nossas metas de vida. O problema é quando decidimos procrastinar algum ponto de melhoria e tentamos evitá-los durante nossos dias.
Saber se acontece esse abandono inconsciente é mais complicado pelo fato de serem ações com muito mais passividade. Pelo fato de se evitar o assunto, não existe uma atitude ou um fato que se possa relembrar e estudar se realmente está certo ou devemos corrigir.
Os métodos utilizados para essa fuga de nossa própria evolução são: desinteresse por algo que sempre almejamos ou sempre nos fez bem; e ocupação de tempo por atividades diversas e inúteis à nossa evolução. Ou seja, ocorre a transmissão de algo que sempre nos faz bem para algo que nada nos acrescenta.
O motivo de ocorrer a procrastinação é o medo de se ter de enfrentar algo que já se fracassou anteriormente e ainda hoje nos deixa uma cicatriz. O esquecimento inconsciente do que nos incomodas somado à nova atenção demandada por atividades diversas nos faz postergar o sofrimento e nossa evolução requerida. Mesmo de maneira consciente, escolhemos jogar essa dor para frente, para que assim nos preparemos para lidar com ela no futuro. Mas não, não é assim que funciona.
A dor vai sempre estar lá, atrapalhando a vida pouco a pouco. A escolha de jogar para o futuro e procrastinar é similar a ideia de pegar um empréstimo, no qual devemos pagar juros sempre e no final devolvemos o montante necessário. Ou seja, a dor requerida para a superação será da mesma intensidade nos dois casos, mas quando se procrastina existem várias dores ao longo do tempo como um fator extra de se estar esquivando dos afazeres.
Quanto mais rápido for descoberto o que se está evitando por dor e mais rápido buscar essa superação, menor será o sofrimento.
14.11.16
A motivação
As cores se desbotam, os risos se calam, os sabores se diluem, os olhos se fecham e as lágrimas caem. Esses são os efeitos da falta de motivação extrema de uma pessoa.
A motivação é algo que vem de dentro de todos nós, nos impulsiona para a evolução ou nos prende na estaticidade. O problema de quando se perde a motivação é que não sabemos o que além daquilo que não faz mais parte de nossas vidas nos motiva, muitos de nós decidimos nos afastar de tudo e de todos por tristeza.
A recuperação dessa motivação é algo extremamente complicado. A pessoa não tem vontade de sair do estado em que se encontra, ela necessita então de apoio de outras pessoas, mas corta os laços com
os que a tentam ajudar por ter a tristeza dentro de si.
Não existe uma regra, cada um deve fabricar seu próprio remédio, mas algo que todos têm em comum, é o estabelecimento de mini metas: não adianta dizer “vou em um mês voltar a minha vida normal”, ao invés disso deve-se pensar “vou dar um passo por dia”.
Os primeiros passos e as primeiras metas são as mais complicadas, justamente porque não há motivação alguma dentro do ser que tenta superar isso. Então, deve-se aproximar dos verdadeiros amigos que nos querem bem e pedir auxílio. Nós, então, internalizamos um pouco dessa motivação de nossos amigos e a usamos para nosso próprio bem.
Caso exista a vontade de ser feliz, os primeiros passos vão surgir. O começo dessa jornada será com medo, angústia, desespero, insegurança e tudo que há de mal para tentar fazer com que voltemos ao início. E nesse momento que entram nossos amigos e nos dão forças, nos aconselham, nos obrigam a seguir adiante.
Após esse período inicial, existe uma independência dos que nos ajudaram. Assim como um pássaro que sai da gaiola pela primeira vez, batemos nossas asas e oscilamos pelo ar tentando chegar ao nosso destino, com medo e insegurança. A cada passo que damos, sentimos cada vez mais vontade de seguir adiante.
A magia acontece quando reparamos que não existe a necessidade do medo ou a insegurança e na verdade somos cada um de nós donos de nosso próprio destino.
A motivação é algo que vem de dentro de todos nós, nos impulsiona para a evolução ou nos prende na estaticidade. O problema de quando se perde a motivação é que não sabemos o que além daquilo que não faz mais parte de nossas vidas nos motiva, muitos de nós decidimos nos afastar de tudo e de todos por tristeza.
A recuperação dessa motivação é algo extremamente complicado. A pessoa não tem vontade de sair do estado em que se encontra, ela necessita então de apoio de outras pessoas, mas corta os laços com
os que a tentam ajudar por ter a tristeza dentro de si.
Não existe uma regra, cada um deve fabricar seu próprio remédio, mas algo que todos têm em comum, é o estabelecimento de mini metas: não adianta dizer “vou em um mês voltar a minha vida normal”, ao invés disso deve-se pensar “vou dar um passo por dia”.
Os primeiros passos e as primeiras metas são as mais complicadas, justamente porque não há motivação alguma dentro do ser que tenta superar isso. Então, deve-se aproximar dos verdadeiros amigos que nos querem bem e pedir auxílio. Nós, então, internalizamos um pouco dessa motivação de nossos amigos e a usamos para nosso próprio bem.
Caso exista a vontade de ser feliz, os primeiros passos vão surgir. O começo dessa jornada será com medo, angústia, desespero, insegurança e tudo que há de mal para tentar fazer com que voltemos ao início. E nesse momento que entram nossos amigos e nos dão forças, nos aconselham, nos obrigam a seguir adiante.
Após esse período inicial, existe uma independência dos que nos ajudaram. Assim como um pássaro que sai da gaiola pela primeira vez, batemos nossas asas e oscilamos pelo ar tentando chegar ao nosso destino, com medo e insegurança. A cada passo que damos, sentimos cada vez mais vontade de seguir adiante.
A magia acontece quando reparamos que não existe a necessidade do medo ou a insegurança e na verdade somos cada um de nós donos de nosso próprio destino.
10.11.16
Quem planta amor, colhe carinho
Existem várias definições para a reciprocidade de ações: tudo que vai, volta; lei da ação e reação; tudo que sobe, desce; lei do bomerangue; o plantio é opcional a colheita obrigatória… Nesse ponto, podemos nos ver num círculo vicioso ou num círculo virtuoso, e temos a capacidade de quebrá-los a qualquer momento.
Se por algum motivo fazemos mal a alguém, esse mal irá voltar para nós não necessariamente pela mesma pessoa. E quando voltar nos sentiremos na obrigação de passar adiante. Isso reforça um círculo vicioso de ações, onde cada vez mais passamos coisas ruins adiante. Mas temos o poder (e as vezes, dependendo do esclarecimento, a obrigação moral) de quebrar essa corrente, plantando o bem.
As vezes fica difícil distinguir os momentos e as ações que devem ser tomadas por estarmos sempre navegando no mesmo rumo, mas com um pensamento elevado e muita reflexão conseguiremos tomar a melhor decisão possível, revertendo esse cenário de sentimento negativo para positivo.
E mesmo que plantemos o bem, o mal continuará chegando até nós por circunstâncias anteriores. Devemos nos manter forte e continuar essa difícil batalha de fazer o bem sem que importe as condições.
Um dia, esse mal contra nós irá parar, e nesse dia entraremos no círculo virtuoso do amor.
Se por algum motivo fazemos mal a alguém, esse mal irá voltar para nós não necessariamente pela mesma pessoa. E quando voltar nos sentiremos na obrigação de passar adiante. Isso reforça um círculo vicioso de ações, onde cada vez mais passamos coisas ruins adiante. Mas temos o poder (e as vezes, dependendo do esclarecimento, a obrigação moral) de quebrar essa corrente, plantando o bem.
As vezes fica difícil distinguir os momentos e as ações que devem ser tomadas por estarmos sempre navegando no mesmo rumo, mas com um pensamento elevado e muita reflexão conseguiremos tomar a melhor decisão possível, revertendo esse cenário de sentimento negativo para positivo.
E mesmo que plantemos o bem, o mal continuará chegando até nós por circunstâncias anteriores. Devemos nos manter forte e continuar essa difícil batalha de fazer o bem sem que importe as condições.
Um dia, esse mal contra nós irá parar, e nesse dia entraremos no círculo virtuoso do amor.
31.10.16
Evolução de Almas em Conjunto
Como já dito em "A Convivência" (post abaixo), é necessária que as almas convivam para que consigam se interpretar melhor e evoluir consoante suas necessidades.
Alguns podem dizer que para que exista laços duradouros entre almas é necessário que elas sejam semelhantes, outros dizem que é importante que elas sejam diferentes para que ocorra a evolução. Na verdade os dois estão certos, elas precisam ser diferentes e iguais.
As partes que pretendem entrar em sintonia e permanecer em conjunto precisam ter as mesmas bases sólidas. Ou seja, precisam ter mesmos princípios e mesmas metas. Isso significa dizer que respeitarão as mesmas premissas e buscam os mesmos objetivos. Com princípios como a verdade, a humildade, a bondade... as partes conseguem se confiar e se ajudar mutualmente para que consigam atingir suas metas. Quando as metas são díspares, vão separando os pares a medida que eles vão se aproximando de seus objetivos, começa a ser uma batalha que cada um tem que vencer por si só.
Mas também de nada adianta se forem duas almas idênticas, isso não proporcionaria a evolução. Então elas devem ter atitudes e conhecimentos diferentes. Com atitudes diferentes, uma parte consegue aprender com a outra novos métodos de lidar com problemas e se tornar mais completa. Já com conhecimentos diferentes, é possível solucionar o mesmo problema de mais de uma maneira, sempre ponderando pela mais eficaz. E nesse choque de diferença ocorre a evolução das almas.
Em sumo, podemos dizer que para acharmos nosso par ideal para a vida, temos que procurar
alguém com as mesmas bases, e com diferentes capacidades. Pois assim é possível haver um respeito mutuo, um interesse em conjunto, uma aprendizagem que flui fácil, e um conhecimento de rápida obtenção.
alguém com as mesmas bases, e com diferentes capacidades. Pois assim é possível haver um respeito mutuo, um interesse em conjunto, uma aprendizagem que flui fácil, e um conhecimento de rápida obtenção.
30.10.16
A Convivência
É impossível que nos analisemos sem levarmos em consideração outras pessoas, sejam por suas falas ou por suas ações. E disso podemos concluir que para que nos entendamos e consigamos evoluir, precisamos conviver com pessoas.
A convivência pode gerar uma relação de mutualismo entre os dois seres (onde os dois saem ganhando). Assim eles se estudam e se ajudam, para que consigam se tornarem pessoas mais completas. Para que isso aconteça, todos os seres envolvidos devem estar dispostos a passar pela mudança e ter o coração aberto para a outra parte.
A convivência vai ser mais simples quando nenhum dos dois envolvidos tenha interesse em evoluir. Pois eles irão se aproximar, perceberão que não existe afinidade nenhuma no ambiente, e se afastarão.
Pode acontecer também de somente uma parte aceitar que pode melhorar em algo e se dedicar a aprender, enquanto a outra parte não tem interesse em melhorar, por se achar na perfeição. Isso faz com que a primeira parte evolua e melhore constantemente, baseado no que a segunda diz sobre seus defeitos e no que consegue reparar ainda em ações por parte da segunda. Já a segunda fica estagnada onde está por se achar sempre correta e não dar credibilidade em quando apontam erros. Isso é chamada de relação de comensalismo.
O mundo onde todos gostariam de estar é uma relação de mutualismo, onde todos nos entendemos e nos ajudamos. Mas nem sempre temos essa opção maravilhosa que faz a ligação entre as partes ser tão forte, que nunca será desfeita por força externa alguma.
Estamos todos os dias em contato com pessoas que não sentimos afinidades, e simplesmente nos afastamos por ser muito diferentes.
Mas o interessante é ver a relação de comensalismo, onde podemos sempre tirar proveito de boas coisas que acontecem a nossa volta e aprender com isso. Mesmo não sendo uma relação perfeita de mutualismo, podemos nos tornar cada vez mais fortes com o aprendizado adquirido.
E esses aprendizados somente conseguem ser vistos por meio da convivência, pois quando sozinhos não conseguimos ter uma visão tão abrangente a nossa volta. Então, mesmo que não sejam relacionamentos perfeitos e infinitos, basta a dedicação para que se aprenda com ele o suficiente para se tornar uma pessoa melhor.
"A convivência é a força motriz da evolução." -José
A convivência pode gerar uma relação de mutualismo entre os dois seres (onde os dois saem ganhando). Assim eles se estudam e se ajudam, para que consigam se tornarem pessoas mais completas. Para que isso aconteça, todos os seres envolvidos devem estar dispostos a passar pela mudança e ter o coração aberto para a outra parte.
A convivência vai ser mais simples quando nenhum dos dois envolvidos tenha interesse em evoluir. Pois eles irão se aproximar, perceberão que não existe afinidade nenhuma no ambiente, e se afastarão.
Pode acontecer também de somente uma parte aceitar que pode melhorar em algo e se dedicar a aprender, enquanto a outra parte não tem interesse em melhorar, por se achar na perfeição. Isso faz com que a primeira parte evolua e melhore constantemente, baseado no que a segunda diz sobre seus defeitos e no que consegue reparar ainda em ações por parte da segunda. Já a segunda fica estagnada onde está por se achar sempre correta e não dar credibilidade em quando apontam erros. Isso é chamada de relação de comensalismo.
O mundo onde todos gostariam de estar é uma relação de mutualismo, onde todos nos entendemos e nos ajudamos. Mas nem sempre temos essa opção maravilhosa que faz a ligação entre as partes ser tão forte, que nunca será desfeita por força externa alguma.
Estamos todos os dias em contato com pessoas que não sentimos afinidades, e simplesmente nos afastamos por ser muito diferentes.
Mas o interessante é ver a relação de comensalismo, onde podemos sempre tirar proveito de boas coisas que acontecem a nossa volta e aprender com isso. Mesmo não sendo uma relação perfeita de mutualismo, podemos nos tornar cada vez mais fortes com o aprendizado adquirido.
E esses aprendizados somente conseguem ser vistos por meio da convivência, pois quando sozinhos não conseguimos ter uma visão tão abrangente a nossa volta. Então, mesmo que não sejam relacionamentos perfeitos e infinitos, basta a dedicação para que se aprenda com ele o suficiente para se tornar uma pessoa melhor.
"A convivência é a força motriz da evolução." -José
28.10.16
Exemplo
Como descobrir o que te traz alegria, o que você gosta de fazer, o que te motiva, o que faz seus olhos brilharem, o que te emociona, o que faz um sorriso brotar em um rosto num dia chuvoso?
Temos ideias do que gostamos todos os dias, pensamos sozinhos e até conversamos. Mas isso ainda é falho para nos mostrar o quão pouco ainda nos conhecemos. Temos uma dependência de não conseguir entender o que nos motivas. Para isso, foi criado algo extraordinário, o exemplo.
Exemplo é algo no qual você visualiza o que os outros fazem e se projetam para sê-los. Nesse momento você está sentindo o que a outra pessoa sente, e absorve uma parte dessa pessoa para si próprio.
Essa é a importância de se cercar por pessoas que tenham os mesmos pensamentos que você, para que você aprenda e se torne um pouco mais parecido com ela, ela será um exemplo para que você aproveite o melhor dela.
Caso você consiga aproveitar bem esses exemplos, e extrair sempre o melhor de todos internalizando em você, você vai acabar virando um exemplo para outros. E sim, no começo será somente como uma faísca na escuridão dos outros, mas pode se tornar um grande holofote se bem trabalhado.
Pessoas vem e vão por nossas vidas todos os dias, saiba aproveitar tudo de bom que elas têm e internalizar para que você fique mais completo.
Temos ideias do que gostamos todos os dias, pensamos sozinhos e até conversamos. Mas isso ainda é falho para nos mostrar o quão pouco ainda nos conhecemos. Temos uma dependência de não conseguir entender o que nos motivas. Para isso, foi criado algo extraordinário, o exemplo.
Exemplo é algo no qual você visualiza o que os outros fazem e se projetam para sê-los. Nesse momento você está sentindo o que a outra pessoa sente, e absorve uma parte dessa pessoa para si próprio.
Essa é a importância de se cercar por pessoas que tenham os mesmos pensamentos que você, para que você aprenda e se torne um pouco mais parecido com ela, ela será um exemplo para que você aproveite o melhor dela.
Caso você consiga aproveitar bem esses exemplos, e extrair sempre o melhor de todos internalizando em você, você vai acabar virando um exemplo para outros. E sim, no começo será somente como uma faísca na escuridão dos outros, mas pode se tornar um grande holofote se bem trabalhado.
Pessoas vem e vão por nossas vidas todos os dias, saiba aproveitar tudo de bom que elas têm e internalizar para que você fique mais completo.
27.10.16
Amor Imortal
Certo diz uma mulher chegou em casa e se deparou com uma rosa na mesa de centro. Estranhando ela perguntou para o marido o que aquilo significava.
-Aquilo meu bem, simboliza meu amor por você, vejo como ele é lindo. E meu amor por você vai sempre ser igual aquela rosa, linda.
A mulher não contente perguntou:
-Então quando ela morrer nós nos separamos?
-Sim, - respondeu o homem - se a rosa que estiver lá morrer um dia, é porque não te amo mais.
A mulher ficou um pouco confusa achando que seus dias de amor estavam contados, mas decidiu não continuar a discussão.
Passou uma semana para que ela descobrisse que ele trocava a rosa todos os dias, e quando questionado ele disse somente:
-Temos que sempre renovar nosso amor, não adianta torcer, temos que sempre demonstrar nosso amor.
Contente, agora, a mulher sorriu.
Anos se passaram e a rosa sempre estava vibrante em seu lugar.
Um dia o homem adoeceu e teve que ser internado, e suas últimas palavras foram:
-Te amarei até que a rosa murche.
A mulher se desabou em prantos, não sabia como ele poderia dizer isso a ela que ficara sozinha, uma imensa falta de consideração.
Chegou em casa, viu a rosa, chorou.
No dia seguinte, viu a rosa, chorou.
Terceiro dia, viu a rosa, chorou.
Chorou mais no quarto dia, pois foi ver de perto e viu que a última rosa comprada era de plástico.
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