Um pai de família que passou todo o ano longe de boa parte de seus familiares: “Natal é época de ficar com a família, não nos vemos já faz bastante tempo e o reencontro aquece nossos corações.”. Mas, e uma filha dele que é casada? Ficaria ela com ele e o marido com seus pais, ou ficariam os dois juntos por serem uma família ou um sairia da família para ir para outra família?
Um trabalhador esforçado que se dedicou durante todo o ano: “Natal é época de comprar tudo o que quer, pois temos mais dinheiro e comprar satisfaz nossas necessidades materiais.”. Comprar televisão, roupas, futilidades e outras coisas.
Um jovem que se sacrificou durante todo o ano: “Natal é época de se passear e curtir, relaxar e aproveitar o tempo para não fazer nada.”. Somente descansar para estar inteiro quando precisar começar novamente seu sacrifício, esperando novamente por mais um natal.
Afinal, quem está certo e quem está certo?
Muitas das famílias que se reúnem, têm brigas internas e alguns membros não conseguem conviver em paz, ficam sempre se atacando. Ao passo que pessoas que não fazem parte da mesma família consanguínea são apaixonadas entre si e gostariam de poder ficar mais tempo juntas.
Tudo o que compramos gera uma felicidade material, que com o passar do tempo se esvai, assim como o uso do objeto comprado. A compra inicialmente gera muita felicidade, mas logo perde poder e passa a ser mais uma compra dentre tantas.
A vida pode parecer comprida, mas se pensar em tudo que poderia ser feito, ela é extremamente curta. Nunca poderemos, em uma vida, ser astronauta, médico, estro de televisão, jogador profissional... mas mesmo assim, achamos que a vida é longa o suficiente para desperdiçar descansando em excesso. Existe um esforço físico que nosso corpo aguenta, quando ele é atingido, cumprimos nossa meta, quando não chegamos nem perto de atingi-lo, falhamos.
Mas então, todos estão errados?
A família consanguínea tem seus problemas, mas a família de afinidade não. Temos afinidade em pessoas com princípios e objetivos similares aos nossos. O tempo perto de nossa família de afinidade se esvai rápido, pois fazemos um uso tão extremo dele que não sobra tempo algum para se ficar parado.
Podemos, para tudo que compramos, dar um uso coletivo. Comprar uma televisão e deixar em casa gera uma felicidade baixa e prolongada, comprar um bolo e compartilhar com alguém gera uma felicidade alta e curta, compartilhar um momento com alguém gera uma felicidade extrema e prolongada. Por que não, então, comprar bens e compartilhar momentos inesquecíveis? Podemos usar nossos recursos financeiros para ficarmos felizes e deixar aqueles que gostamos felizes juntos.
Ficar na rotina faz com que paramos de aprender coisas novas e necessitamos, sempre, de um aprimoramento mental. Nosso momento de descanso é o momento ideal para sair da rotina e fazer algo diferente, algo que gostamos ou que estamos descobrindo. Ao mesmo tempo que descansamos fisicamente de nossas tarefas rotineiras, estamos nos esforçando em novas coisas, o que acaba por não gerar desgaste.
E o que aprendemos com isso?
Família não é definida pelo DNA que nos compõe, é algo maior. É o que nos define como pessoas, nosso caráter. Família são pessoas idênticas quando observadas ao coração de um tolo. Família é um grupo de pessoa que se ama incondicionalmente como um egoísta ama a si mesmo.
Quando utilizamos bens para nosso uso temos uma felicidade menor do que quando compartilhamos esses bens, mais ainda quando damos menos importância para o bem e mais importância para o momento.
Não fazer nada significa não gerar alegria ou felicidade. Ficar em estado estático não gera evolução no conhecimento externos ou internos à pessoa. O ato de não fazer nada é um desperdício de tempo que poderíamos estar utilizando para que nos tornemos melhores.
Então, busque proximidade dos que são iguais, compartilhe, e faça acontecer.
Desejo um natal no qual você seja a estrela e ilumine tudo a sua volta.
24.12.16
11.12.16
O Cultivo do Bem
Existe uma impaciência por parte das pessoas nas ações que são executadas todos os dias, os resultados as vezes podem demorar meses ou anos, mas todos querem uma resposta de imediato. Isso causa uma descrença na lei de plantio e colheita.
Muitas vezes, ações são feitas visando o bem do próximo e um destaque para quem as executam. Isso não é algo saudável para o interior da pessoa que executa a ação, pois internamente é uma inflação de ego. Também não é saudável para a vida da pessoa, pois ela espera receber alguma premiação por ter feito a boa ação. O fato é que a recompensa por alguma coisa feita demora tempo suficiente para que tudo que tenha sido feito seja destruído, se não for cultivado.
Nesse momento que acontece a diferença entre quem faz por mérito e quem faz porque se importa com os outros. Quem faz por mérito próprio, não tem perspectiva de futuro da ação e o que começou a ser cultivado no momento da ação será perdido por falta de cuidados. Já, a pessoa que se importa com os outros, sempre dará uma assistência para o necessitado.
Após um tempo, o que se importou com os outros terá cultivado corretamente essa ação e a fará florescer. Assim como qualquer outra bela ação que ele faça parte. Isso fará com que ele seja reconhecido por várias partes por ser uma pessoa de tal caráter.
Agora, uma pessoa que somente faz a boa ação por mérito, não chegará a sua conclusão e não receberá os méritos por ela. Isso vai deixá-la com sentimentos negativos, pois na cabeça dela foi executada uma boa ação e não foi retornada uma boa ação. Quando na verdade ela está errada, voltou uma ação equiparada à realizada por ela, uma ação vazia de significado. Isso vai fazer com que não haja uma correlação (na cabeça da pessoa), entre a boa ação realizada e a felicidade recebida no futuro.
Sendo assim, é uma batalha muito dura plantar o bem e cultivá-lo pelo tempo necessário, pois pode existir esse questionamento baseado na impaciência das pessoas.
O conselho é, lute e persista. Mesmo que venham coisas ruins dos bons atos executados, um dia eles irão florir e voltarão.
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